Review – #54 Segurança do Paciente

Publicado em 29 de julho de 2020, por Thais Mendes

Imagem da Ana Giovanoni com o escrito: #54 Segurança do Paciente

Existem diversos riscos quando se trata do atendimento e tratamento do paciente, ou melhor, cliente. Hoje vou falar sobre segurança do paciente, que foi tratado no Qualicast, episódio #54, com a Ana Giovanoni.

Caso você queira ouvir o Qualicast #54 Segurança do Paciente na íntegra, é só ouvir no player abaixo:

Segurança do paciente de acordo com a Organização Mundial da Saúde

A Segurança do Paciente busca realizar ações com o objetivo de reduzir a um mínimo aceitável o risco de danos desnecessários associados à saúde do paciente.  São promovidas por todas as instituições da saúde para reduzir os atos inseguros nos processos assistenciais. Desta forma, adotam boas práticas a fim de alcançar melhores resultados para o tratamento do paciente.

Para disseminar a consciência sobre a segurança do paciente, a OMS destacou 6 metas para a área da saúde, que são:

Identificar corretamente o paciente 

Parece ironia, mas existem muitos erros na identificação dos pacientes. A boa prática é que tenha dois ou mais identificadores, como nome completo, número de documento, nome da mãe, entre outros. A conferencia destes dados deve ser feita a cada procedimento realizado durante o tratamento do cliente. Entretanto,  essa prática gera certa resistência na confirmação de dados pelos próprios clientes, que acabam reclamando da quantidade de vezes que passam por etapa do processo.

Melhorar a comunicação entre os profissionais da saúde

É crescente a busca de integração na saúde, de equipes multidisciplinares e multiprofissionais no tratamento dos pacientes. A boa comunicação nos registros das informações no prontuário, nas interações faz aumentar a confiança entre a equipe e o cliente.

Melhorar a segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos

Nesse processo temos vários responsáveis pelas atividades. O médico que prescreve o medicamento, o farmacêutico que disponibiliza o mesmo, o enfermeiro, ou técnico de enfermagem, que administra e checa se o medicamento é realmente para determinado paciente. 

A falta de atenção durante a execução do processo pode levar a falhas graves e até irreversíveis. É perceptível que além de melhorar a segurança, é necessário a comunicação clara e também a identificação e checagem do paciente. 

Reduzir os riscos de quedas e úlceras por pressão 

Está ligada a segurança física do paciente, que pode cair ao ser transferido do leito para uma cadeira de rodas, ou desenvolver feridas em seu corpo por ficar muito tempo deitado na mesma posição. Aqui temos muito claro o cuidado e zelo no tratamento do paciente.

Cirurgias seguras

É assegurar que o local de intervenção, o procedimento e o paciente estejam corretos. Essa atividade não é complexa, mas ainda existem muitas falhar, por exemplo, casos de amputação do membro errado. Para evitar que isso aconteça é necessário seguir protocolos e realizar o double check antes de iniciar a cirurgia. 

Higienização das mãos para evitar infecções

As infecções por contato são mais frequentes em hospitais. Entretanto, pode acontecer em qualquer instituição que trata da saúde do paciente. Por isso, o processo de higienização das mãos é tão importante não só para os profissionais da saúde, mas para todos.

Transformando a gestão da saúde

A maior carga de riscos na área da saúde está vinculada a segurança do paciente. Isso porque, até as pessoas capacitadas e experientes possuem resistência para realizar atividades vinculadas às metas mencionadas acima. Invalidam a necessidade de campanhas de higienização das mãos ou de cirurgia segura por saber executar o processo.

Gerar a consciência sobre as importancia da segurança do paciente também é considerado como um grande desafio. Não adianta possuir os instrumentos mais tecnológicos do mundo se não tiver o cuidado centrado no cliente, em não causar danos a ele.

Entretanto, se quisermos construir uma cultura de segurança do paciente, devemos começar o trabalho de gerar consciência.

A saúde é um compromisso de todos, se cada um contribuir um pouco conseguimos atingir o todo. Portanto, a transformação na gestão da saúde deve começar pela transformação das pessoas.

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