Desafios da Saúde: gestão da qualidade para a segurança do paciente.

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Vanessa Ribeiro

Vanessa Ribeiro

À medida que a área da saúde continua a crescer, enfrentamos desafios como a limitação de recursos. Além disso, há uma necessidade crescente de práticas de gestão da qualidade para garantir a segurança do paciente e oferecer serviços eficientes, equitativos e sustentáveis.

Com a complexidade das atividades setoriais, é fundamental uma gestão baseada em processos claros e eficazes, visando: assegurar a segurança do paciente, otimizar recursos e promover a estabilidade financeira e assim garantir a continuidade do negócio.

Vem comigo! Neste post vou explorar as dores e as possíveis respostas para garantir um sistema mais eficiente e seguro para todos.

Principais desafios enfrentadas pelo setor de saúde atualmente

O setor da saúde enfrenta diversos desafios que comprometem a eficácia dos serviços prestados, impactando na imagem da organização, na satisfação e  segurança do paciente.

Entre os vários problemas mapeados pelos profissionais das áreas, podemos destacar:

Ausência de Processos:

Milhares de sistemas de saúde ainda lidam com ausência de informação documentada, inclusive para descrever atividades críticas da organização. Nesse cenário, nos deparamos com diferentes profissionais e departamentos executando a mesma atividade de formas distintas, resultando em inconsistências, possíveis erros em atendimentos e cuidados inadequados.

Não ter processos definidos aumenta o risco de eventos adversos na organização e pode colocar a vida de muitos pacientes em risco. Há casos em que pacientes ingeriram medicamentos errados ou superdosagens por falta de um procedimento documentado que sinalize que a farmácia só pode liberar medicamentos com a apresentação da prescrição do médico.

Nota-se que há um desperdício imenso de recursos devido à ausência de processos, protocolos e instruções nos setores, impactando não só a eficiência operacional como também a comunicação entre as equipes, colocando pacientes em risco.

Falta de Padronização:

A gestão manual ainda é uma realidade em muitas organizações. Esse modelo de gestão dificulta a interação entre os processos, aumenta o risco de utilização de documentos obsoletos, comprometendo a segurança dos pacientes, além de demandar um tempo excessivo da equipe, reduzindo o tempo disponível para atuação em melhorias e maior atenção ao paciente.

Um exemplo claro dos riscos envolvendo falta de padronização seria o tratamento de pacientes com dor torácica na emergência de um hospital. Sem padrões de orientações no tratamento, cada médico pode adotar uma abordagem diferente.

Um médico pode solicitar um ECG, exame de sangue, eletrocardiograma, enquanto outro médico pode optar por esperar e monitorar os sintomas antes de solicitar qualquer exame. Isso pode resultar em diagnósticos incorretos, tratamentos inadequados e administração incorreta de medicamentos, gerando complicações para o paciente.

Sistemas de Monitoramento e Avaliação Ineficazes:

A falta de indicadores bem definidos e monitorados também é um desafio na gestão da área da saúde. Com a limitação de integração entre os sistemas, há dificuldade no compartilhamento dos dados ou muita burocracia em registros, o que gera falhas na visão dos resultados e no engajamento da equipe.

Quando falamos em notificações, se há burocracia, há subnotificação e dados equivocados sobre os processos, gerando atuações em ações de melhoria que podem não impactar de maneira assertiva nos resultados das áreas.

Citei apenas três problemas de gestão que a área da saúde enfrenta. Contudo, elas funcionam como uma “cascata”. De forma geral, se os profissionais não tiverem foco na gestão da qualidade e na segurança dos pacientes, estarão sempre propensos a:

  • Incertezas e erros médicos;
  • Ineficiência e custos elevados na operação;
  • Comprometimento da segurança do paciente;
  • Comprometimento da imagem do negócio.

Como a gestão da qualidade contribui para solução desse desafios?

Abordar essas ineficiências exige uma combinação de investimentos em tecnologia, treinamento contínuo para os funcionários e revisão e otimização de processos. Além disso, é fundamental promover uma cultura organizacional que valorize a melhoria contínua e a adaptação a mudanças.

Um dos princípios fundamentais da gestão da qualidade na saúde é o foco no paciente, que nada mais é do que colocar as necessidades e expectativas do paciente no centro dos cuidados, garantindo que eles recebam um tratamento eficaz e respeitoso.

Para alcançar este objetivo, é fundamental que a organização sempre esteja atenta à melhoria da qualidade dos cuidados, por meio da padronização dos processos e procedimentos, atrelados à promoção de uma cultura de excelência na prestação dos serviços assistenciais.

Consequentemente, ao promover a padronização, pode-se atuar nas medidas de controle da qualidade e segurança, visando à identificação e prevenção de erros e eventos adversos, reduzindo os riscos e aumentando a segurança do paciente.

Essas rotinas contribuem para uma maior eficiência operacional dentro das instituições, reduzindo o tempo de espera, utilização eficiente dos recursos, atuação preventiva e redução de custos, criando barreiras para erros e complicações de saúde, gerando economias significativas para a organização.

Enfim, os benefícios da gestão de qualidade para segurança do paciente, quando implementados visando eficácia e efetividade, também funcionam como uma “cascata”. A implementação de práticas de gestão da qualidade, apoiadas com investimentos em tecnologia e foco na formação e bem-estar dos profissionais de saúde, são essenciais para melhorar os resultados de saúde a longo prazo.

Práticas de gestão da qualidade para a segurança do paciente

A eficiência dos processos e a efetividade nas ações para garantir a segurança dos pacientes podem ser guiadas por uma série de práticas nos serviços de saúde:

Padrões e Certificações:

Certifique-se de que sua organização atenda aos padrões e requisitos relevantes para o negócio, investindo em acreditações e certificações que demonstram comprometimento com a qualidade e a melhoria contínua.

Envolvimento e Capacitação dos Funcionários:

Envolva todos os funcionários no processo de implantação da qualidade, desde médicos e enfermeiros até a estratégia. Incentive a formação e capacitação dos profissionais, a comunicação aberta e o feedback para identificar problemas e implementar melhorias.

Gestão de Riscos:

Desenvolva gestores e monte uma equipe multidisciplinar para atuar em um plano de gestão de riscos, a fim de identificar, avaliar e mitigar os riscos associados à prestação de serviços de saúde, incluindo riscos de processos, assistenciais e estratégicos.

Desenvolva gestores e monte uma equipe multidisciplinar para atuar em um plano de gestão de riscos. Tenha como objetivo identificar, avaliar e mitigar os riscos associados à prestação de serviços de saúde, incluindo riscos de processos, assistenciais e estratégicos.

Segurança do Paciente:

Priorize a segurança do paciente em todas as áreas da organização. Aposte na implementação de protocolos de segurança, como a verificação de identidade dos pacientes, a prevenção de infecções hospitalares e a garantia de uma comunicação clara entre as equipes.

Utilização de Tecnologia:

Utilize a tecnologia de forma eficaz para melhorar a operação, a comunicação entre as equipes e o gerenciamento dos resultados dos processos. A automação apoia a retenção de recursos e a redução de erros, consequentemente aumentando a eficiência operacional.

Ao implementar essas práticas, as empresas com foco em saúde podem construir uma base sólida para oferecer serviços de excelência aos pacientes.

Rumo a uma Saúde de Qualidade

A busca assídua pela melhoria contínua, o comprometimento com a segurança do paciente e a utilização eficaz da tecnologia elevam os padrões de qualidade. E ainda, promovem uma cultura organizacional centrada no paciente.

Ao priorizar a qualidade em todos os aspectos da prestação de cuidados de saúde, as instituições podem atender às expectativas regulatórias e de certificação.  Além disso,  podem inspirar confiança e satisfação em todos os envolvidos, desde pacientes e suas famílias até os próprios profissionais de saúde

Implementar um sistema de gestão da qualidade aliado à tecnologia é a chave para um relacionamento “ganha-ganha” entre fornecedores (áreas da saúde) e clientes (pacientes).

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