O Protocolo de Londres – Conceito

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Catia Albuquerque

Catia Albuquerque

Antes de tudo, a segurança do paciente implica em redução de atos inseguros nos processos assistenciais e uso das melhores práticas descritas, objetivando alcançar os melhores resultados possíveis para o paciente. Por sua vez, o Protocolo de Londres ou Protocolo para Investigação e Análise de Incidentes Clínicos, é uma ferramenta complexa, robusta, eficaz, muito usada em análise de eventos evitáveis e em Comissões de Óbitos.

A notoriedade do  Protocolo de Londres

A citação “Primum non nocere”(em primeiro lugar, não prejudicar o paciente), atribuída a Hipócrates, demonstra que a segurança e cuidado do paciente foi motivo de preocupação desde os primórdios da medicina. Entretanto, somente nas últimas décadas, o tema tem sido amplamente discutido, tratado e evidenciado, para assim, promover ações de melhoria.

Primeiramente, o  Protocolo de Londres é a versão revisada e atualizada do “Protocolo para Investigação e Análise de Incidentes Clínicos”. Deve ser utilizado nas análises de eventos graves e/ou análise de óbitos evitáveis.

O propósito do  Protocolo

O protocolo é proposto para identificar as falhas ativas, ou seja, atos inseguros ou omissões cometidas pelos profissionais. Bem como os fatores contribuintes, como por exemplo, oportunidades de melhoria que vão além do erro humano. Nele também, podemos considerar fatores contribuintes para a ocorrência de eventos, são eles, “os fatores”:

  • diretamente relacionados aos pacientes;
  • da tarefa ou tecnologia utilizada na assistência;
  • específicos de profissional;
  • relacionados à equipe assistencial;
  • do ambiente de trabalho;
  • organizacionais e;
  • relacionados ao contexto institucional.

O uso do Protocolo de Londres oferece à equipe uma metodologia estruturada que possibilita um conjunto de vantagens, pois:

  • Instiga a análise do que pode ter contribuído para a falha;
  • Ajuda a promover uma cultura focada na melhoria dos processos;
  • Entende as particularidades da Organização a qual se está inserido.

De fato, as perícias clínicas e análises pontuais não devem ser deixadas de lado. Pois, o Protocolo de Londres busca o foco no processo de prevenção de  forma mais detalhada,  e não somente com uso de laudos de especialistas ou por análises rápidas que, ainda que identifiquem os problemas, não estudam de fato as causas com tanta intensidade.

Entretanto, os laudos e análises de especialistas são complementares ao Protocolo de Londres, então, devem ser estudados em conjunto, pois sempre trarão informações importantes e contribuirão de maneira positiva.

Contudo, é muito importante que os envolvidos no processo de análise possam reunir em uma só ferramenta, todas as informações estratégicas.

Naturalmente, a tarefa reflexiva sobre incidentes e histórico de suas ocorrências é feita de melhor forma quando uma instituição conta com ferramentas apropriadas de análise.

O mais importante é buscar causas fundamentais para os eventos indesejáveis, ao invés de simplesmente buscar os culpados.

Vantagens do Protocolo de Londres:

  • Ir além da falha – Não é tão difícil identificar a ação ou fragilidade que deu origem a um incidente. Mas precisamos de uma análise bem profunda para mostrar a linha completa de acontecimentos que provocaram a falha.
  • Sistematização – Para uma investigação de sucesso precisamos de um processo de abordagem transparente e que responda a uma sistematização coerente. Ter um ponto de partida fundamentado e poder assegurar que os levantamentos conduzam a um diagnóstico correto e que os relatórios das análises sejam mais eficientes.
  • Abertura – Investigações que unicamente buscam identificar os culpados costumam ter pouca aceitação por parte dos profissionais. Uma vez que se compartilha a ideia de que um processo de análise está mais focado em identificar as causas do que punir os envolvidos, os entrevistados tendem a entender que a avaliação é menos ameaçadora.

Gostou de saber um pouquinho sobre a ferramenta?

Na próxima quinzena continuaremos falar do tema com apresentação da ferramenta PROTOCOLO DE LONDRES.

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Revisado em: 06/05/2022.

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