O que é preciso para transformar a gestão em saúde?

O que é preciso para transformar a gestão em saúde?

O envelhecimento populacional, as mudanças demográficas e epidemiológicas, o aumento dos custos assistenciais e a complexidade do cenário político-econômico fazem com que o desenvolvimento de ações para transformar a Gestão na Saúde torne-se estratégico. Somente assim é possível conseguir sustentabilidade econômica no setor.

Tenho estudado muito este tema, analisando cenários e tendências, as crescentes exigências regulatórias na saúde suplementar e a realidade das operadoras de planos de saúde e seus prestadores de serviços de saúde.

Todos os Stakeholders envolvidos na cadeia da saúde populacional possuem desafios imensos para permanecerem no mercado de forma sustentável. Por isso, é essencial estar sempre atento às mudanças do mercado e às melhores práticas de gestão aplicadas ao segmento da saúde. 

A ANÁLISE DE PARETO E A SAÚDE POPULACIONAL

Se realizarmos uma análise de Pareto, identificamos duas principais causas de enfermidades organizacionais: os hábitos e o ambiente. Por isto, transformar a gestão da saúde vai além da gestão interna das organizações, estendendo-se à mudança cultural da população, envolvendo internalização de novos hábitos por meio do desenvolvimento de Programas de Prevenção e Promoção da Saúde, bem como assegurando acesso à assistência de qualidade que priorize o desfecho e resolutividade para o cliente. 

Estudos demonstram que os hábitos representam 50% de responsabilidade na manutenção da Saúde. Outros 20 % são atribuídos à genética. 20 % ao ambiente. Dessa forma, somente 10 % dos problemas de saúde estão relacionados às condições de acesso à assistência à Saúde. Portanto, atuar nos atributos que representam 70% das causas de enfermidade relativos aos hábitos e ambiente representa importante contribuição para a manutenção da saúde e prevenção de doenças.

Além disso, se avançarmos nos estudos epidemiológicos da população, identificamos que boa parte dela sofre com problemas mentais, como depressão, ansiedade e distúrbios relacionados à saúde mental. Um item que há poucos anos atrás nem era avaliado e que, atualmente, aparece como uma das principais causas das doenças ocupacionais.

Assim, chegamos à conclusão de que o maior desafio da gestão em saúde é o engajamento da população para participação efetiva nos programas de prevenção e promoção da saúde. 

MAS E O CUIDADO CENTRADO NO CLIENTE?

Em sua essência, a Atenção Primária à Saúde (APS) cuida das pessoas ao invés de apenas tratar doenças ou condições específicas. Esse setor (que oferta atendimento abrangente, acessível e baseado na comunidade) pode atender de 80% a 90% das necessidades de saúde de um indivíduo ao longo de sua vida. Isso inclui um espectro de serviços que vão desde a promoção da saúde e prevenção até o controle de doenças crônicas e cuidados paliativos. 

A APS predispõe, em sua essência, o “cuidado da pessoa” no seu contexto familiar, com a identificação de suas ideias e emoções a respeito do adoecer e a resposta a elas. Ela busca relacionar e identificar objetivos comuns entre profissionais de saúde e clientes sobre a doença e sua abordagem, sempre com o compartilhamento de decisões e responsabilidades.

Assim, o atendimento centrado no cliente deve orientar todos os aspectos do planejamento, prestação e avaliação dos serviços de saúde e é neste contexto que acreditamos na necessidade de transformação da gestão na saúde.

Quando o cliente está no centro e todas as ações da equipe multidisciplinar estão voltadas a resolver de forma efetiva o problema do cliente, sem desperdício de recursos e com qualidade assistencial, na maioria das vezes, o tratamento é mais barato e o cliente fica satisfeito pelo desfecho adequado – isto é saúde com base em valor!

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA CRENÇA DE TRANSFORMAR A GESTÃO?

Acredito na transformação da gestão como o maior desafio dos estabelecimentos prestadores de serviços de saúde, pois é preciso ter coragem para aprender, desaprender e reaprender a fazer diferente, a aprofundar o conhecimento nas necessidades dos clientes e demais partes interessadas e, por fim, atuar de forma integrada em prol da saúde do cliente.

É preciso gerenciar os negócios da saúde e influenciar os clientes a mudarem seus hábitos para desfrutar de mais saúde e qualidade de vida. Então, por favor, deixe seu comentário sobre este desafio e compartilhe suas crenças sobre a transformação da gestão na saúde.

Se você, leitor, também considera desafiador transformar a gestão na saúde, quero te fazer um convite muito especial: no próximo dia 29 de abril, estaremos promovendo no Hotel Deville em Porto Alegre, o V Seminário de Transformação da Gestão em Saúde.

Será um dia inteiro de muito compartilhamento, aprendizado e troca de experiências com os melhores profissionais do país. Nos desafiamos a trazer muito conteúdo técnico, inovação e empreendedorismo para compartilhar com todos que buscam seu aperfeiçoamento contínuo. Te espero lá, clique no botão abaixo para se inscrever:

Quero participar e transformar minha Gestão!

Ana Giovanoni

Sócia do Grupo Giovanoni, atua na área de Consultoria Organizacional, Especialista em Ressignificação do modelo de educação, capacitação e gestão para tornar as organizações sustentáveis. Com mais de 20 anos de experiência, atuou em empresas nacionais de diversos segmentos, tendo conhecimento em todos os processos de certificação de Sistemas de Gestão, além de coordenar o planejamento estratégico e estruturação do Modelo de Gestão de diversos clientes, em especial no segmento da Saúde. Consultora Certificada CMC – Certified Management Consultant. VP do IBCO – Instituto Brasileiro de Consultores de Organização. Filiada à Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos, além de ser uma das embaixadoras do Grupo Mulheres & Propósitos. Participou, como co-autora, na criação do livro Re-Inventar a Liderança: um desafio diário, além de artigos relacionados a temas técnicos diversos relacionados à Liderança, Gestão, Propósito e Transformação Organizacional. Bacharel em Nutrição, pós-graduada em Marketing, com MBA em Liderança e Gestão Organizacional com módulo em Negociações Avançadas na Harvard Business School e Mestrado em Engenharia da Produção, além de MBA em Filosofia e Auto Conhecimento. Casada, mãe de 3 filhos, Tiago, Kitti e Maitê, avó de 5 netos que são meus professores e me ensinam a viver intensamente e ser feliz (Sophia, Joaquín, Lucas, Théo e Arthur). Em breve chegará o Miguel. Acompanhe mais no Linkedin e Instagram

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